Tenho dois cachorrinhos em casa. Acho graça, pois cada um deles tem uma personalidade muito diferente do outro.

O macho é mais desconfiado, primeiro cheira as pessoas desconhecidas para depois fazer amizade com elas. No geral, é mais reservado. Já a fêmea, é o oposto. Costumo brincar e dizer que ela acredita que todo mundo que vem em casa, o faz exclusivamente para visitá-la, de tão feliz que ela fica toda vez que alguém vem aqui.

Ela é de bem com a vida. Não liga e não late para fogos de artifício, chuva, trovão, etc. Vira de barriga para cima, esperando ser acarinhada assim que alguém lhe dá um pouco mais atenção, não importando a circunstância. É uma verdadeira boa vivant.

Acho os dois muito expressivos e, como não falam, observo muito sua linguagem corporal.

Foi observando-os que comecei a pensar que, muitas vezes, não tenho me atentado às mensagens que o meu próprio corpo me envia. Se o corpo deles fala, o meu também deve falar, não é?

O médico Edward Bach, criador dos Florais de Bach, disse em um dos seus livros que vê a doença como algo positivo. Ela é a materialização de pensamentos de medo que escolhemos a todo momento. E esse processo de escolha começa a ser tão automático, que nem percebemos e o pior, acreditamos ser quem somos.

E quem sofre é o coitado do nosso corpo.

Muitas pessoas sofrem de tensão nos ombros. Não é de se espantar, já que temos a insana mania de tentar carregar o mundo nas costas. Nos cobramos tanto, que os nossos atentos e pacientes ombros enviam um sinal de dor que nos questionam: Você não acha que está escolhendo carregar peso demais?

Hoje em dia, nossa dor no pescoço também está nos contando uma história da modernidade: olhamos mais para os nossos celulares do que nos olhos das pessoas queridas, do que para o céu azul ou estrelado, para os pássaros, para o que acontece à nossa volta.

Nossas rugas na fronte nos contam que talvez estejamos nos preocupando demais e sorrindo de menos. Nossa dor nos joelhos nos dizem que talvez possamos ser mais flexíveis, conosco e com os demais. Nossa dor de estômago nos diz que temos escolhido o medo. Nossos dentes desgastados nos contam que estamos muitas vezes tensos até quando dormimos e os rangemos.

E o que o seu corpo tem contado para você?

Através do corpo, você consegue perceber que tipo de pensamentos tem escolhido.

Não me leve a mal, mas se for para o seu corpo contar qualquer tipo de história, desejo que você tenha marcas de expressão ao redor da boca, popularmente conhecidas como “bigode chinês”. Talvez sejam um sinal de que você está aprendendo a sorrir mais e a não levar a vida tão a sério.

JULIANA KUROKAWA – Treinadora e Facilitadora Certificada Miracle Choice

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