Sabe aquela história de quando éramos pequenos e olhávamos para os nossos pais e acreditávamos que eles eram os seres mais perfeitos do mundo?

Por um lado, eles realmente são perfeitos. São os pais perfeitos para o nosso aprendizado. Assim como todas pessoas com quem convivemos, acredito que nossos pais são uma resposta ao pedido que fizemos em algum nível para nos lembrarmos da Verdade. É bem verdade que também são uma de nossas salas de aula mais difícil, mas quantas lições aprendemos com eles!

No entanto, conforme vamos crescendo e entendendo um pouco mais sobre a natureza humana, amadurecemos e começamos a olhar para as pessoas com uma postura um pouco mais madura. Percebemos que, por mais que nossos pais se esforcem em nos proporcionar o melhor, eles são seres humanos tão suscetíveis aos erros quanto nós.

E, assim, com uma visão mais realista e menos infantil, aprendemos a amar nossos pais verdadeiramente. Amamos cada detalhe, mesmo os que achávamos mais bizarros.

Bem, esse deveria ao menos ser o caminho natural do nosso crescimento e, por isso, gostaria que você se perguntasse se você é realmente maduro em seus relacionamentos.

O que quero dizer com isso é se você tem tantas expectativas com relação aos seus pais, amigos, companheiro, colegas de trabalho, vizinhos, que você se relaciona com uma imagem inventada de um super-herói e não com pessoas reais.

Você se dá conta das tantas expectativas que tem com relação às pessoas que estão à sua volta? Quanto espaço as pessoas que você diz amar têm para se movimentar? O quanto você permite que elas sejam elas mesmas, sem que você tente muda-las? O quanto aquilo que você chama de amor depende de como as pessoas se comportam?

Deixar que as pessoas sejam livres é uma postura madura nos relacionamentos e na vida.

Significa que reconhecemos que nada nem ninguém tem o poder de mudar quem somos. Significa que nos conhecemos o suficiente para saber que também escorregamos às vezes. Significa que, por saber que nossa capacidade de escolha não se deteriora com o tempo, sempre podemos escolher outra vez. E, por saber de tudo isso, não esperamos que as outras pessoas sejam perfeitas ao interagirem conosco.

É libertador se relacionar dessa maneira, pois somos livres para escolher o que queremos pensar e sentir e deixamos que as pessoas que amamos sejam livres para nos amar da maneira que elas sabem.

E, assim, convido você a sair do mundo do conto de fadas para entrar em um mundo real em que o amor flui livremente e não da maneira como imaginamos que deveria ser.

O bom de aprender a se relacionar com pessoas e não com super-heróis é que elas existem de verdade e, portanto, criamos vínculos reais e nos lembramos uns aos outros que somos todos perfeitos em nossa belíssima imperfeição.

JULIANA KUROKAWA – Treinadora e Facilitadora Miracle Choice

VÍDEO – Você se relaciona com pessoas reais?

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