Acho graça quando ouço as pessoas dizerem que se consideram a ovelha negra da família.
Você já parou para pensar o que se esconde por trás desse pensamento?
A imagem que me vem à mente é a de um rebanho de ovelhas branquinhas, fofas, calmas e tranquilas. No meio delas, uma ovelha negra, agitada, fora do contexto das demais, um verdadeiro contraste. Quem nunca se sentiu assim?
Você se sente uma ovelha negra na sua família, no seu trabalho, na sua vizinhança? Sente que, por mais que se esforce para ser “normal”, não consegue?

Refletindo sobre isso, chego à conclusão de que todos somos ovelhas negras, ao menos potencialmente.

Desde muito pequenos fomos treinados para sermos obedientes. Aprendemos, desde muito cedo, que a vida é mais fácil quando somos crianças “agradáveis”, o que significa não incomodar os adultos. E parece que encontramos nosso “lugar” no mundo dessa forma, fazendo o mínimo de barulho possível, contentando-nos com um papel secundário no palco de nossa própria vida.

Não nos damos conta de que o nosso entendimento infantil nos dizia que precisávamos ser “bonzinhos” para merecermos o amor dos nossos pais. Era uma barganha, uma troca: eu me comporto e, em troca, você me ama. A questão é que esse pensamento infantil acompanha muitos de nós até hoje.

Temos muitos sentimentos e pensamentos que guardamos a sete chaves, por acreditar que são negativos. Não expressamos grande parte daquilo que pensamos e sentimos e, nessa prisão, criada pela nossa própria mente, não conseguimos ser nós mesmos, não conseguimos expressar nossa verdade para o mundo.
E, assim, nós, que nascemos originalmente para sermos estrelas e brilharmos, irradiando a nossa luz, acabamos como uma lâmpada suja, que mostra apenas parte do seu potencial luminoso. Quando fazemos isso, deixamos a constelação do mundo, do universo, incompleta, por acreditar que não pertencemos, que não temos o direito de ser nada, nem ninguém, nem mesmo de ser nós mesmos.

Se você prestar atenção, vai descobrir que não é verdade que todas as ovelhas são brancas e que você é a única ovelha negra. Cada um tem uma cor e um brilho diferente. A constelação da vida, do universo, só é completa quando integra cada um de nós. Faça a sua parte! Manifeste, integre-se, ria, chore, grite, pule, manifeste e expresse todo o amor e a luz que você é!

Você merece, eu mereço e o mundo merece conhecer tudo o que você anda escondendo dentro de si.

Juliana Kurokawa – Treinadora e facilitadora certificada do Jogo Miracle Choice

VÍDEO: Você está tentando se encaixar?

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