por Juliana Kurokawa

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Pense nas pessoas nas suas várias esferas de atuação e especialmente naquelas pessoas que você considera de difícil convivência.

Gostaria de propor um exercício. Escolha uma pessoa em especial com a qual você tem a maior dificuldade de se comunicar. Aquela pessoa que, não importa o quanto você se esforce, no final vocês acabam sempre discutindo.

Escolha uma característica dessa pessoa que você gostaria de mudar.

Pensou?

Você consegue perceber que não iria querer mudar algo nessa pessoa a não ser que você pensasse que determinada atitude ou postura estivesse errada. E você não acha que algo esteja errado a menos que você acredite que seja real e, acima de tudo, que tem efeito sobre você.

Essa é uma ideia mágica de que, se alteramos algo, mudamos o comportamento ou a característica de alguém, estamos fazendo algo de significativo para a pessoa e para o mundo. Acreditamos que essa atitude fará com que nos sintamos melhor. Isso sem nos preocuparmos com a pessoa de fato. Na verdade, acreditamos que o resultado de nossa atitude tem o poder de nos fazer sentir melhor.

Agora imagine uma pessoa que você ama muito e que vive um processo de sofrimento e dor. Você consegue flagrar um ímpeto e talvez até mesmo uma ânsia em querer ajudar essa pessoa e tentar fazê-la entender que o sofrimento é uma escolha? E esse seria um comportamento respeitoso e amoroso com relação a essa pessoa?

Por mais amoroso que possa parecer tentar encorajar pessoas queridas a olhar o que elas vivem de outra maneira, isso é o reflexo de nossa vontade de mudar algo que julgamos estar errado. Muitas vezes, essas pessoas não querem sair daquele estado e precisam de mais algum tempo com aquele sentimento que julgamos negativo para que ela possa (ou não) transcender aquele estado.

E será que essa pessoa tem que mudar? Qual a sua motivação para querer que ela mude? Para que você se sinta melhor e tenha a percepção de que “fez a diferença” na vida dela? O problema aqui é o fato de querermos que a pessoa mude. Então, ao invés de nos concentrarmos na mensagem, nos concentramos no resultado e, quando ele não está de acordo com a nossa expectativa, nos frustramos.

A atitude mais amorosa que podemos ter com uma pessoa amada é simplesmente aceitando-a e não tentando mudá-la.

Enquanto você tenta mudar a outra pessoa, está enviando a seguinte mensagem para si mesmo: eu acredito que as pessoas têm influência nas minhas escolhas. Não sou responsável pela maneira como me sinto.

Isso não significa que você não ajuda as pessoas no nível da forma, apenas significa que você não tenta mudá-las, a menos que elas queiram mudar. Elas vão fazer com que você saiba quando quiserem passar por um processo de transformação. E nem sempre elas farão isso através de palavras, porque talvez nem mesmo tenham consciência disso. E, com o tempo, aprendemos que não é útil, amoroso ou gentil tentar impor qualquer tipo de mudança nas pessoas que amamos.

* Se você se sente inspirado a proporcionar insights e questionamentos sobre escolha interior como os do texto acima através do Jogo Miracle Choice, venha participar da nossa Introdução à Prática de Facilitação em janeiro. Para mais detalhes, entre em contato conosco: contato@miraclechoice.com.br ou 11 9 9996 9301.

JULIANA KUROKAWA – Facilitadora Certificada Miracle Choice

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