Não é possível definir o que o amor é, pois, ao tentarmos fazê-lo, usamos as palavras que, segundo Um Curso em Milagres, estão duas vezes distantes da verdade. Isso é assim porque tentamos criar um conceito de amor em nossas mentes, que é limitada pelas nossas percepções, e, na sequência, tentamos colocar esses conceitos em palavras que não têm a capacidade de conter tudo aquilo que queremos dizer. No entanto, podemos começar identificando o que o amor não é.

O medo não é o oposto do amor. Ele é apenas uma escolha que fizemos em nossa mente de não reconhecer o amor que está sempre presente. Quando estamos com medo, é como se colocássemos uma venda diante de nossos próprios olhos e disséssemos a nós mesmos que não queremos reconhecer o amor.

É importante percebermos que o medo não é simplesmente aquele que temos, por exemplo, do escuro, de assalto, de perder a própria vida, do futuro. Ele se manifesta de diversas formas. Uma simples chateação por conta de um telefonema que não foi retornado, uma “raivinha” por conta de um engarrafamento, o receio de falar alguma coisa para alguém que amamos são alguns exemplos de quando escolhemos o medo em nossa mente.

Estar presente e consciente em qualquer situação, significa se apropriar de qualquer sentimento que surge, sabendo que ele não tem relação alguma com o que está acontecendo aparentemente do lado de fora. Quando isso não acontece, significa que escolhemos nos esquecer que somos os tomadores de decisão e nos colocamos no papel de vítima das circunstâncias. Tão facilmente quanto escolhemos ficar chateados com alguém, podemos escolher não ficar chateados.

Há algo profundo dentro de nós que não reconhecemos estar sempre presente em nossa experiência. É uma espécie de radar, sempre buscando atenção, aprovação, procurando por alguma coisa que valide o senso de individualidade, porque tendemos a ter uma autoimagem de que não temos valor. Esse é o medo. O receio que temos de que são as pessoas que definem o nosso valor.

Você nunca terá paz se você deixar que as palavras que saem da boca de alguém ou as suas ações sejam algo que influencie a maneira como você vive.

O exercício que quero propor com esse texto é para que você esteja mais consciente dos seus momentos de desconexão e, ao percebê-lo, consiga ao menos questionar: quero realmente escolher isso nesse momento?

Que tal fazer um exercício constante para que você receba de volta o poder de escolha que nunca deixou de ser seu?

JULIANA KUROKAWA – Treinadora e Facilitadora Certificada Miracle Choice

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