Ontem eu aprendi algo sobre aceitação.
Que a aceitação não é complicada.
Você sabe quando acontece internamente.

Trata-se de fazer algo diferente?
É sobre parar alguma coisa?
Não é possível realmente descrever a experiência de aceitação com palavras, é apenas uma aceitação simples, mas vou tentar de qualquer maneira.

Nas últimas semanas, minha lista de projetos estava maior do que o habitual e a “lista do que fazer” crescia cada vez mais. Eu tinha ajuda, estava trabalhando com outras pessoas, mas eu tinha julgamentos sobre a quantidade de ajuda e o número de tarefas a serem feitas. Estava ciente de meus julgamentos e da tendência de sentir pena de mim mesmo. Esse sentimento de que eu era “pobrezinho” parecia me acompanhar há dias. Eu estava ciente disso, mas não mudou até ontem, quando uma amiga muito intuitiva me disse: “Você só tem que aceitar que é dessa maneira”. Naquele momento, não resisti às palavras dela. Senti uma mudança imediata dentro de mim. Era isso o que faltava: aceitação!

Eu estava ciente de meus julgamentos e, ainda assim, julgava.
Eu estava ciente de que estava reclamando e continuava criticando os outros.
Eu estava ciente de que estava me vendo como uma vítima e concordando com minha autoavaliação.

Não houve aceitação do que é. O que é, é: uma lista de projetos e coisas para fazer, alguma ajuda, mas certas coisas para mim.
A realidade: para completar o trabalho que eu queria, eram necessários meu tempo e minha presença. E sempre haverá mais coisas a serem feitas.

Você pode estar pensando: como a aceitação de tudo acima trouxe uma onda de paz, leveza e até alegria?
Foi porque eu não estava discutindo com o que é.
Eu tinha parado de avaliar a situação, a mim mesmo e aos outros.
O julgamento havia se afastado.

Byron Katie é uma mestra em aceitar o que é. Ela chama o que é de “realidade”:
“Sou uma amante do que é, não porque sou uma pessoa espiritual, mas porque sofro quando não amo a realidade. Sabemos que a realidade é benevolente tal como é porque, quando entramos em conflito com ela, sentimos tensão e frustração. Não nos sentimos naturais nem equilibrados. Quando deixamos de nos opor à realidade, nossa ação se torna simples, fluida, gentil e atuamos sem medo.”
Byron Katie em “Ame a Realidade”

JAMES KELLY – Criador do Jogo Miracle Choice

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