Na tela “A última ceia”, Leonardo da Vinci, que foi um esplêndido artista, cientista, inventor, músico e arquiteto renascentista, ressalta Jesus no centro da mesma, desempenhando vários papéis, tanto dentro da estrutura espacial da pintura, quanto da mensagem intrínseca da mesma.

Nesse momento, Jesus acaba de comunicar a todos os seus discípulos que um deles iria traí-lo. Podemos verificar que todos eles se encontram em total inquietação, angústia, insegurança e medo. Porém, Jesus, aquele que, em tese, deveria estar com alguma preocupação, se encontra sereno, com a feição tranquila, transmitindo paz em seus gestos. De onde vem esse estado de tranquilidade e de amor?

Percebamos como a pintura contempla todas as reações emocionais dessa revelação através dos gestos e movimentos.
Mas que mensagem foi essa que o artista quis nos passar? E o que podemos sentir ao nos transportarmos a uma situação em que alguém tenha nos ferido com palavras ou ações, ou quando falamos ou agimos com medo em uma situação desafiadora?
Dentro dessa concepção, podemos observar o quanto somos verdadeiros – ou não – quando nos comunicamos e agimos em nossos relacionamentos, desde os mais íntimos até os mais sociais. E, também, perceber quais são nossas reais intenções nessas situações. Intenções que vêm da alma e são executadas pelo nosso corpo físico.
Estamos falando de ser e fazer! Por trás dessas intenções, existe a energia que emana amor ou medo, dependendo se eu executo minhas ações dentro na minha verdade ou executo segundo conveniências ou projeções…
Segundo anotações particulares, Leonardo da Vinci fala em intenção da alma humana através de gestos e movimentos.
Então, podemos dizer que nosso corpo é um agente que age segundo nossas mensagens internas, segundo nossa mente e emoções.
Mas como seria se sentíssemos nosso corpo como não físico, talvez apenas como energia?
Se o corpo é energia, então não existe espaço vazio ou separação entre minha mente, corpo e a outra pessoa. E se eu ainda convidasse vocês a colocarem antes da mente, o coração como guia para a mente e o corpo?
Que tal, ainda, reconhecer o ser divino que habita em sua estrutura física e a da outra pessoa?
Mudando a nossa percepção do corpo físico e resignificando o nosso corpo a partir de quem realmente somos e de como nos reconhecermos a partir do amor, podemos nos conectar com nossa verdadeira intenção e essência. Podemos dizer que estamos, assim, vivendo dentro da nossa realidade, da realidade interior de cada um.
Com essa reflexão, através desta tela, podemos observar nossa maneira de nos comunicarmos, seja ao falar ou agir, e sentir o resultado desta comunicação segundo nossa verdade interna. Se estivermos dentro da nossa verdade, nos olhos do amor, ela desempenha um resultado diferente se estivéssemos desempenhando aos olhos do outro ou do medo… Faça essa análise pessoal.
Se eu escolho ser e fazer do meu corpo físico uma ferramenta para transmitir aquilo que realmente é verdadeiro para mim, estarei vivendo em uma frequência tranquila e plena, independente do que eu fale ou faça, ou do que eu escute ou receba. Meu Eu superior reconhece meu verbo e me sustenta dentro da minha divindade, e, assim, eu olho para o outro à minha frente da mesma maneira.
Quando vivemos e reconhecemos essa verdade ou esse amor, situações desafiadoras podem surgir e são apenas um degrau mais alto para nossa subida ao aprendizado maior, para nosso encontro e permanência com nosso Eu maior.
Então, dentro dessa energia do amor, faço um convite especial, além das reflexões acima.
Ao acordar, intencionar um dia com experiências voltadas para o amor. E ainda, que seu corpo vivencie essa conversa interna real, por amor, e assim, encontrar a sua plenitude e paz. Respirar…. Viver… Amar.

Polliana Pundek Branco – Facilitadora certificada do Jogo Miracle Choice

VÍDEO: Seu corpo fala

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