Todos nós, de certa forma, já entramos em contato com uma sensação de vazio, de que nos falta algo. Não nos sentimos plenos. Isso faz com que fiquemos carentes e criemos certas necessidades.

É desse sentimento que nascem expressões tão comuns como “metade da laranja”, “tampa da panela”, “cara metade” e tantas outras. Existe um senso de que não somos inteiros se estivermos sozinhos, de que estamos pela metade e precisamos encontrar alguém que nos complete.

Assim que entramos na adolescência, começamos a nossa busca. Buscamos uma pessoa especial que acreditamos que irá satisfazer as nossas necessidades especiais. E assim se estabelece uma espécie de contrato de troca, que chamamos de relacionamento e acreditamos ser movido pelo “amor”. Consideramos um relacionamento bem-sucedido quando um satisfaz às necessidades do outro. E, então, se cria uma relação de co-dependência com a intenção de preencher o vazio que sentimos dentro de nós mesmos.

Há algo dentro de nós que não reconhecemos, mas que está sempre presente em nossas experiências. É uma espécie de radar, sempre buscando atenção, aprovação, procurando por alguma coisa que valide o senso de individualidade, porque tendemos a ter uma autoimagem de que não temos valor.

Entregamos o poder a outras pessoas de criar o nosso estado emocional. Você nunca terá paz se deixar que as palavras ou ações de alguém sejam algo que determine a sua vida. Na verdade, ninguém pode fazer você sentir nada. No íntimo de seu Ser Divino, você sempre tem uma escolha com relação a como se sente. Quando ficamos chateados por algo que alguém fez ou deixou de fazer, é porque escolhemos ficar chateados.

Essa é uma maneira amorosa de nos relacionar? Que tipo de sentimento nutrimos sobre nós mesmos quando percebemos que não estamos genuinamente interessados nas pessoas e, sim, na sensação de bem-estar que elas podem nos proporcionar? E quão trabalhoso é tentar fazer com que as pessoas cumpram com as nossas expectativas para que nos sintamos bem!

Por isso o autoconhecimento é tão importante. É necessário que consigamos reconhecer e vivenciar a nossa completude. Não seria, no mínimo, controverso acreditarmos que somos criaturas feitas por puro Amor e, ao mesmo tempo, fadadas a buscar incessantemente por uma suposta metade que ronda por aí, perdida no mundo?

É necessário dar um passo para trás e olhar para o conteúdo de nossa mente. Eu acredito que as pessoas têm o poder de decidir como me sinto? E, se isso é assim, quero mesmo acreditar nisso?

Quanto mais conseguirmos fazer esse exercício de dar um passo para trás e nos separar dos nossos pensamentos, mais em paz estaremos.

No fundo, o que nos falta é realmente vivenciarmos que somos amor. Buscamos preenchimento através de outras pessoas apenas porque não conseguimos reconhecer nosso real Ser. Nosso parceiro ideal é o Ser que vive e permanece sereno dentro de nós mesmos. E ele nos aguarda até o dia em que perdermos o medo e conseguirmos aceitar o fato de que amor é o que nós somos. E, desse espaço de plenitude, o amor flui naturalmente.

JULIANA KUROKAWA – Facilitadora Certificada Miracle Choice

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