Falamos tanto aqui sobre o nosso poder de escolha e sobre como podemos escolher o amor em vez do medo e o que isso significa?

Talvez, sabendo dessa possibilidade sempre presente, você tenha ficado com a falsa impressão de que, ao trilhar o caminho espiritual, estará o tempo todo alegre e feliz. De que, por deter tal conhecimento, você não tenha mais o “direito” de ter qualquer emoção considerada negativa, como raiva ou tristeza. E a minha pergunta para você é:

Considerando todo o seu aspecto humano, você acredita que isso é possível?

Sabemos que, não importando o que acontece fora de nós, isso nunca poderia nos fazer felizes ou tristes. Nenhuma circunstância tem o poder de influenciar o que pensamos ou sentimos, a não ser que permitamos que seja assim. No entanto, devemos tomar muito cuidado com a nossa postura de não deixar que nada nos afete. Quando estamos tristes ou irritados em vez de reconhecer que demos o poder a algo que tira a nossa paz, tentamos esconder tais sentimentos e isso os tornam ainda mais reais. Quando reprimimos nossos sentimentos negativos, não damos a nós mesmos a possibilidade de cura.

Algumas situações, como a perda de um ente querido, término de um relacionamento, perda ou troca de emprego, mudança de casa, muitas vezes demandam um período de luto. Por mais que saibamos que trazemos a pessoa amada sempre conosco em nossos corações, ou que mudaremos para uma casa ou um emprego melhor, talvez ainda necessitemos de um tempo para digerir e experimentar um período de luto muito profundo.

E por que não chorar copiosamente ou passar por um retiro interno de “desapego”?

A Chave do Milagre da Carta de Identidade n.1 traz um aspecto muito importante dos sentimentos que consideramos negativos. Eles servem o propósito de nos mostrar crenças que ainda nos são inconscientes e que fazem com que escolhamos pensamentos dolorosos. São apenas um sinal de alerta para nos mostrar que, em algum ponto, escolhemos nos desconectar do amor.

Mas como descobrir isso se, ao sinal de qualquer desconforto, tentamos fugir dessa sensação e fingir que está tudo bem?

O luto é importante para que consigamos verdadeiramente nos internalizar, nos aprofundar dentro de nós mesmos e perceber de onde surge a tristeza. E, assim, podemos verdadeiramente nos despedir não da pessoa, do emprego, da casa em si, mas da dependência que tínhamos de cada um deles, do papel que dávamos a eles em nossa vida.

É necessária muito mais coragem para vivenciar um momento de tristeza ou raiva profundas de maneira intensa e admitir para si mesmo o real estado interno, do que para virar a página e seguir em frente como se nada estivesse acontecendo.

Por isso, se você sente pela perda de alguém ou de algo, viva esse momento intensamente, sem medo. Não é preciso sentir medo por sofrer ou sentir raiva por sofrer. Ao contrário, escolher o amor pode significar acolher tudo aquilo que se sente, independentemente de ser considerado bom ou ruim.

Colocar um sorriso falso no rosto e fingir para você mesmo que tudo está bem quando, no fundo, não está, é uma escolha pelo medo. O medo de que algumas coisas não são permitidas. Uma crença de que só é possível amar algumas partes de você. Você pode olhar gentilmente para si mesmo e para o seu processo e sorrir, mesmo que com lágrimas nos olhos, sabendo que sua capacidade de escolha não se deteriora com o tempo. Pode pegar a si mesmo no colo e dizer que você é digno de amor, independentemente de suas escolhas. Faça esse exercício e veja como a cura vem!

Juliana Kurokawa – Facilitadora Certificada Miracle Choice

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