Peguei o caminho ao lado da escola, um caminho com cercas altas dos dois lados. Percebi que não era eu que estava me movendo, mas as cercas estavam passando por mim. Cuidando de si mesmas, elas seguiam orgulhosamente.

Uma garotinha se aproximou correndo à frente de seus pais e de seu irmão menor, que estava em um carrinho de bebê. Que divertido observar a garota rindo e a conexão amorosa e alegre com os pais. Que delícia notar!

No caminho de volta para casa, vi duas pessoas vendendo a revista Big Issue (revista semanal vendida por sem-tetos na Grã-Bretanha. Trata-se de uma instituição sem fins lucrativos, onde o vendedor fica com a metade do valor da revista). A primeira pessoa estava sentada em uma cadeira de rodas, cheia de cuidados e tentando me dar a impressão da seriedade na vida. A outra mulher estava sorrindo, aberta, coberta por causa do frio, mas não retraída. Ela estava fresca e presente como o vento ao seu redor. Comprei uma revista, não pela revista em si ou pela doação que ela receberia, mas pelo lembrete da vida.

Quase chegando em casa, um carro estacionado do outro lado da rua chamou minha atenção. Eu nunca tinha visto aquela cor antes. Tinha uma luminosidade que não consigo descrever. Um brilho que dificulta a descrição da cor. Atravessei a rua para tentar entender e depois sorri para mim mesmo quando um pensamento me veio à mente:

Sim, este é o mundo real. A beleza existe quando estou aberto para vê-la. Quando estou livre do movimento, ela dança. Quando estou livre do medo, ela sorri. Quando estou sem cor, aprecio sua cor.

James Kelly, criador do Jogo Miracle Choice.

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