Ela continua me inspirando e me intrigando.
Estou falando da Honestidade Radical, que já mencionamos aqui outras vezes.
E, sempre que o tema vem à tona, em conversas, vídeos ou textos, pessoas reagem de maneira questionadora ou defensiva sobre essa maneira de se expressar e ser:

Mas por que preciso falar tudo?
Será que isso é realmente saudável?
O que há de errado em ter segredos?
Se eu fizer isso, vou ofender as pessoas e não acho isso legal.
Por que vou ser honesto sobre coisas que, no fundo, não acredito que sejam parte da minha verdadeira identidade, e sim do ego?

A resposta está em cada um de nós.
No que nos faz nos sentirmos bem, em paz e inteiros.
Talvez praticar a honestidade radical nos leve exatamente a perceber que estamos alimentando mentiras que acabam escondendo a nossa verdade maior: de que somos amor e que não temos nada a esconder.

Como um convite para reflexão, compartilho abaixo uma sequência de perguntas sobre o assunto respondidas por Brad Blanton, fundador do movimento e autor do livro Radical Honesty (Honestidade Radical).

Bons insights!

Cátia Vasconcelos – Master trainer e coidealizadora do Jogo Miracle Choice

P: O que é mentira e por que é estressante?
R: Mentir é divulgar ou ocultar informações a fim de manipular a opinião de alguém sobre você. Mentir prende sua atenção, ao trazer o seu foco para a história que você está contando, a imagem que você está preservando e o segredo que você está guardando. Você deixa de ser capaz de focar sua atenção onde quer foca-la, e só consegue focar sua atenção nas mentiras que você está contando e no segredo que você está guardando. Essa atenção focada na mentira cria estresse. Em Honestidade Radical, tento demonstrar que esse manter segredo, ocultar fatos e mentir são a principal fonte do estresse humano moderno, a principal causa da maioria das ansiedades e da maioria das depressões.

P: É possível ser completamente honesto sem ferir os sentimentos de outra pessoa?
R: Provavelmente não. Se você estiver em um relacionamento contínuo com qualquer pessoa, haverá momentos em que você ferirá os sentimentos dela. Provavelmente, a racionalização mais usada para mentir é: “eu não queria ferir os sentimentos de ninguém”. Eu recomendo que você fira os sentimentos das pessoas e fique com elas até que esse ferimento seja curado. Eu também recomendo que você ofenda as pessoas. Todos nós podemos superar nossos sentimentos feridos e podemos superar a ofensa. Estas não são condições permanentes, são sentimentos que vêm e vão. Do outro lado dessa reação está uma conversa em que sua honestidade mútua cria uma intimidade que não é possível se você estiver ocultando algo para poupar os sentimentos de alguém.

P: E se eu ficar bravo com a reação de alguém quando eu falo a verdade?
R: Diga a essa pessoa que você está bravo. Diga: “Eu me ressenti por você…” e seja específico sobre com qual parte visível e audível da reação dessa pessoa você se ressentiu. As pessoas podem ficar realmente furiosas com outras pessoas e superar isso em 15 ou 20 minutos. As pessoas podem evitar ficar com raiva de outra pessoa por 10, 15 ou 20 anos e, se elas realmente se zangassem com elas, provavelmente superariam tudo em meia hora. (…)

P: Você acha que temos que ser honestos conosco mesmos antes de podermos ter um relacionamento com outra pessoa?
R: É impossível ser “secretamente” honesto. Ser “honesto consigo mesmo” simplesmente não pode ser separado de ser honesto com o outro. Uma pessoa que diz: “Fui honesto comigo mesmo, mas decidi não contar…” é apenas mais um mentiroso miserável, e terá que sofrer as consequências. Compartilhar honestamente com todos os que estão presentes é a maneira como podemos ter um relacionamento autêntico com outra pessoa.

Brad Blanton

VÍDEO: Verdade para quê?

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