Para uma brasileira que vive na Escócia como eu, viajar para um lugar mais quente é sempre um presente.

Por isso, eu estava na expectativa e animadíssima para as nossas férias de verão em família em Portugal.

Imaginei os dias de sol, muito calor e roupas leves. Delícia…

Mas sabe o que aconteceu?

Não fez o calor que eu esperava, tiveram dias nublados e acabei usando agasalho em vários momentos. “Xiiii…. Que zica!”, pensei.

E ainda mais: como estávamos no norte do país, a água do mar era quase tão fria como a da Escócia. Sem brincadeira…

Logo percebi que as minhas opções eram bem claras: continuar o resto das férias reclamando do tempo, me criticando pela escolha que eu havia feito de destino, me sentindo uma vítima das circunstâncias e blá, blá, blá, ou aproveitar o que eu podia mesmo com as condições bem diferentes das que eu sonhei.

Não foi fácil, tenho que admitir. Afinal de contas, eu tinha apostado tudo nessa única semana! Tive momentos de altos e baixos (me peguei várias vezes torcendo para a previsão do tempo estar errada!), de satisfação e insatisfação, de vontade de sair correndo para um lugar mais quente mesmo depois de já ter pago tudo. Nesse último caso, o James foi a minha âncora: “Pode ir, mas eu fico aqui”.

No final, curti os pasteis de nata, os momentos de calorzinho e as frutas frescas do mercadão.

Mas o que mais curti mesmo foi lembrar que, independente da experiência estar sendo boa ou ruim, a escolha era sempre, sempre minha.

Cátia Vasconcelos – Master trainer Miracle Choice & coach de vida

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