Um dos pontos centrais do Curso em Milagres, e consequentemente do Miracle Choice, é a escolha entre o “amor” e o “medo”. Mas o que isso quer dizer, afinal?

A palavra “amor” tem sido usada – e deturpada – numa miríade tão grande e diversa de significados, que muitas vezes pode ser contraproducente. Talvez fosse melhor analisa-las em partes e tentar outras colocações.

Quantas vezes ao falar em “amor” não associamos exatamente ao oposto: a falta desse “amor”; ou afetos emaranhados, em guerra, que certamente de amor tem muito pouco, senão nada. Relacionamentos partidos, famílias conturbadas, etc, não podem ser uma referência a “amor”; no máximo, uma tentativa (ou falha) de. Deuses assustadores e vingativos, vidas difíceis, sofridas e cheias de sacrifício não podem ser uma expressão de amor, talvez apenas de um amontoado de pensamentos e sentimentos doentes.

E se tudo isso não bastasse, ainda existe o agravante de se sentir “obrigado” a amar fulano ou ciclano só porque ele é da “família”, da “igreja” ou supostamente importante. O relacionamento pode ser lamentável, mas ainda assim existe a culpa e a cobrança de ter que “amar” tal pessoa/situação. Mas pode o amor ser algo imposto ou uma obrigação? E como posso “gostar” de uma situação/pessoa que acredito me ferir e machucar? Estou no mínimo me agredindo e abusando ainda mais, mentindo e sendo hipócrita e falsa. Certamente, esse turbilhão de máscaras patológicas não têm nada a ver com essas pessoas ou situações potencialmente sãs e felizes; sua essência real .

Que outras palavras poderíamos usar? Escolher entre o bom e o não bom? Entre a felicidade e a infelicidade ? Entre a saúde e a doença (seja física, emocional, espiritual, etc )? Entre uma vida leve e alegre e um “calvário” de dores e privações? Vamos tentar o escolher entre o Céu e a terra?

A “terra” como sendo a manifestação ou as máscaras; as nuvens que parecem esconder e enodoar a Verdade e, consequentemente, trazem dor e limitação. O “Céu” como sendo a mente criativa, na Mente Infinita (e que cada um dê o nome que quiser) capaz de evocar e expressar manifestações superiores e mais saudáveis; inclusive muito mais etéreas e leves. O Céu como a origem e centro das ideias verdadeiras, felizes e harmoniosas.

A posição básica é escolher entre o Céu e a terra: a liberdade ou a prisão avassaladora; o Eu espiritual feito à imagem do Verdadeiro Criador ou uma paródia patética, uma cópia barata e pesada feita de barro e emoções confusas. Então, quando escolho o Céu, estou proclamando que quero a Verdade, a essência Perfeita, o estado harmonioso, puro e feliz, meu Verdadeiro Ser .

Se reconheço que a Verdade, o Ser Real, como expressão de uma criação harmoniosa e pura, é o que quero de fato, não é a partir da paródia de mim mesmo, da terra, que vou conseguir esse estado. Basta reconhecer que quero o Céu, e recuar. Pois, no estado doente e limitado que se identifica com o pó (máscaras, manifestação bruta e patológica), seria muito difícil vislumbrar uma saída e qualquer ação seria em vão. É preciso apenas reconhecer a “situação atual” como não mais desejada e ser claro no que realmente se quer (ainda que não se tenha a menor ideia de como isso vai acontecer, e provavelmente não se tem); e simplesmente permitir que uma parte sua mais saudável e verdadeira assuma o comando .

YVONE SVELGA – Facilitadora Certificada Miracle Choice

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