Esses dias tenho me questionado bastante a respeito das limitações que impomos às pessoas que se relacionam conosco.

O budismo tem me chamado a atenção e, principalmente, como seus conceitos podem nos ajudar a criar relações mais saudáveis.

Os primeiros ensinamentos de Buda são conhecidos como as Quatro Nobres Verdades. A Primeira Nobre Verdade é a verdade do sofrimento, que diz que todos nós estamos sofrendo e buscando a felicidade. Por nos esquecer de Quem somos, não conseguimos estar em paz.

Dessa maneira, tentamos nos satisfazer através de coisas impermanentes, e os relacionamentos estão entre os tantos objetos que buscamos para amenizar nossa dor e sermos felizes.

No entanto, quando elegemos algo ou alguém fora de nós e acreditamos que esse objeto ou pessoa tem o poder de nos fazer felizes, vivemos o que budismo chama de Segunda Nobre Verdade: construímos o nosso próprio sofrimento. E por que isso é assim?

Se elejo uma pessoa, mesmo que seja o meu próprio filho, como responsável pela minha felicidade, criarei a necessidade de que ele aja de determinada maneira que eu considero amorosa. E, com isso, esqueço um aspecto muito importante: todos nós somos seres livres e não estamos aqui para servir a outra pessoa, mesmo que essa outra pessoa seja os nossos pais.

Assim, sofro por tentar algo que não tem como dar certo, que é tentar controlar alguém de maneira que essa pessoa nunca deixe de ser uma fonte de alegria para mim. Colocando dessa maneira, fica bem claro de como nossa maneira de nos relacionar é insana, não é?

Mas alegre-se, pois a Terceira Nobre Verdade aponta para a possibilidade de transcender o nosso sofrimento e a Quarta Nobre Verdade nos ensina o caminho para essa liberação. E o melhor de tudo é que se tudo está em nossa mente, é necessário apenas uma mudança de olhar, que tudo muda. E toda essa possibilidade está dentro de nós!

O problema está em não acreditar que a liberação é possível. Não acreditamos que é possível nos livrar completamente de nosso ego e de nosso sofrimento.

Quanto mais autônoma for a nossa energia, quanto mais deixarmos de projetar nossa felicidade em outra pessoa, mais tempo nos sobra para o Amor verdadeiro, que substituirá nossa tentativa de controle.

Eu quero tentar ser mais livre e libertar as pessoas que amo da minha “caixinha de expectativas”. E você? Vamos juntos?

Juliana Kurokawa – Treinadora e facilitadora do Jogo Miracle Choice

VÍDEO – Amor com liberdade

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