Às vezes você tem a sensação de que está vivendo todos os dias mesma coisa? Tem a sensação de que hoje é apenas uma repetição do dia anterior? E se isso estiver acontecendo, você acredita que é o responsável por isso?

Talvez você não se dê conta, mas é muito provável que você passe a maior parte dos seus dias evitando exatamente aquilo que você diz querer: algo novo em sua vida.
Todos nós queremos nos sentir seguros em todos os sentidos. Nessa busca por segurança, seguimos a premissa máxima do ego: evitar a dor e buscar prazer. É muito sutil e talvez você esteja pensando: “mas o que eu deveria fazer, senão isso?”

Para nos sentirmos seguros, tentamos algo que, por si só, é impossível e está fadado ao fracasso: tentamos controlar tudo o que nos acontece e o que poderia nos acontecer. Em nossa busca insana por uma pretensa segurança, fazemos sempre as mesmas coisas e, dessa maneira, evitamos desconfortos e, com eles, também nos impedimos de viver sensações novas.

Todas as vezes em que somos surpreendidos por acontecimentos fatídicos, arquivamos a sensação “ruim” em nosso “banco de dados das emoções” e a catalogamos como “algo a ser evitado”. E assim, mesmo sem nos dar conta, vivemos cada dia sem permitir a possibilidade de viver algo novo.

Imagina que você goste muito de dançar, que olha para as pessoas que dançam nas festas, talvez até mesmo em apresentações e as admire. Você adoraria arriscar e dar os seus passinhos, mesmo que desajeitados. É possível que, durante as festas, você fique no seu cantinho, só observando, talvez até arriscando umas batidinhas de dedos nas pernas, ou um leve balançar do corpo ou da cabeça.

No entanto, há algo em você que não permite que você se levante do seu lugar e dance. Por que isso acontece? Há um juiz interno que nos diz que não somos bons o suficiente, que há coisas que não devemos fazer, que se preocupa com o que as outras pessoas vão pensar. Por outro lado, há um enorme e profundo medo de ir além de uma sensação de desconforto, de transcende-lo.

Quando nos deparamos com uma situação como essa, a reação mais fácil e que geralmente escolhemos é de permanecermos sentados e experimentarmos uma dor conhecida: a dor de não sermos livres. Nos falta coragem para experimentar dar um passo além, que pode transmutar esse desconforto.

Por isso, nossa escolha é a de reviver essa dor, que apesar de tudo, é uma dor conhecida, suportável, uma dor com a qual aprendemos a conviver nas diversas situações. O convite que gostaria de fazer para você e para mim mesma nesse momento é para ao menos questionarmos se escolher permanecer na zona de conforto é a melhor opção. Ao entrarmos em contato com esse desconforto e passarmos por ele, mesmo que seja muito difícil, existe a possibilidade de vivermos algo novo, libertador.

Eu vou tentar e espero que você venha comigo!

Juliana Kurokawa – Treinadora e facilitadora do Jogo Miracle Choice

VÍDEO: A velha e conhecida zona de conforto

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