Muitas das minhas ideias, sonhos e insights ficam só na minha cabeça aguardando a “hora certa” de serem expressados.
Só que essa hora muitas vezes nunca chega.
“Uma hora vou compartilhar isso”, “No momento certo vou sugerir aquilo”, “Quando der vou colocar isso em prática”, “Mais tarde penso nisso”.
E tenho percebido que muitos desses “issos” e “aquilos” ficam guardados dentro de mim, sem espaço para expandir e se manifestar.
Fico confabulando comigo mesma, sem sair muito do lugar.

Porém, como diz Elizabeth Gilbert no livro A Grande Magia, as inspirações não vêm para cada um de nós exclusivamente, mas fazem parte de um todo, de uma mesma e grande ideia.
Que desperdício e que egoísta então eu ficar quieta, esperando o momento certo e acabar não dando espaço para algo que, na verdade, pertence a todos nós!

Talvez quando você deixa de ser um eu estressado no trabalho e se torna um eu relaxado nas férias, você não está realmente se desligando, mas apenas trocando um ego por outro? Talvez os dois eus ainda estejam baseados em uma identidade separada que sobrevive em um mundo desafiador?

E por que isso acontece?
Crença que aquilo não é importante e tampouco fará muita diferença, dúvida se dará certo, receio de que não é uma prioridade e vai tomar nosso precioso tempo ou o velho e conhecido controle.
E, por trás disso tudo, está o tão conhecido MEDO.
Medo de que não sairá perfeito.
Medo de que as pessoas não saberão executar o que estamos pensando.
Medo de não ser o único autor dessa ideia.
Medo de que essa ideia seja irrelevante.
Medo de que vai demandar muito tempo e energia.
Medo do fracasso.
Medo, medo, medo.

E, assim, acontece a contração e não a desejada e querida expansão.
E sonhos e ideias que poderiam ser lindas manifestações, acabam murchando e dando em nada.

Recentemente, consegui compartilhar e libertar uma das minhas queridas ideias.
Uma ideia que eu vinha guardando, protegendo, tendo cuidado para que ela saísse perfeita na hora certa.
Mas ao abri-la e oferecê-la a mais pessoas espontaneamente e sem planejar muito, senti meu coração, meu corpo e minha mente mais leves.
E tudo ficou mais fácil, mais divertido, mais fluido.
Fui lembrada, mais uma vez, que quando alimento a ilusão de que eu vou conquistar e abraçar o mundo sozinha, me torno pequena, limitada e não consigo nem abraçar a mim mesma.
Quero ser grande, de braços longos e abraçar o mundo e o Universo junto com você!

Cátia Vasconcelos – Master trainer e co-idealizadora do Jogo Miracle Choice

VÍDEO: O que você faz com suas ideias?

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