Acredito que todos os encontros, por mais banais que possam parecer, sejam uma oportunidade de conhecermos um pouco mais sobre nós mesmos.

Nesse sentido, é incrível a variedade de pessoas que nos são mais próximas, aquelas que voltam de tempos em tempos, as que passam apenas uma “temporada”, ou ainda aquelas com as quais cruzamos um simples olhar enquanto caminhamos distraídos na rua.

Quando entendemos, não intelectualmente, mas em um nível profundo, que qualquer tipo de sensação ou pensamento que surge através desses encontros se deve a algum tipo de associação que fazemos com algo em que acreditamos, automaticamente ficamos mais presentes e começamos a observar não aquilo que está na pessoa, mas sim o que acontece em nosso interno. Por isso, aprendemos sobre nós mesmos em cada encontro. Quando sorrimos para o bebê na fila do caixa do supermercado, que sorri de volta para nós e parece nos aquecer com o seu sorriso banguela, nos recordamos de nossa própria ternura. Ele é apenas um símbolo e nos ajuda a expressar aquilo que temos em nossa mente.

Então, quanto mais entendemos a verdadeira função dos encontros: o de nos colocar em contato com o nosso próprio mundo interno, é inevitável apreciarmos mais a companhia das pessoas e começarmos a amá-las verdadeiramente.

Faça um exercício de recordação rápido e comece a pensar em todas as pessoas que você ama e admira. Comece em sua própria casa e pense nas pessoas mais próximas. Aposto que você já tem um sorriso no rosto agora ao pensar nelas. Agora pense em todas as pessoas que surgiram mais recentemente em sua vida, mas que são símbolos de tantos milagres, que você já as acolheu de uma maneira muito especial em seu coração.

Tenho certeza que tem horas em que você, assim como eu, se faz a pergunta: Será que ainda tem mais espaço no meu coração para amar mais alguém? E confio que você também vai constatar que não há limites para o Amor. Sim, vão chegar cada vez mais pessoas pelas quais você desenvolve uma admiração e amor que às vezes parece que vai arrebentar o seu peito, de tanta ternura.

Foi em um momento de meditação, que compreendi algo que, de tão profundo, não sei se conseguirei traduzir em palavras. Senti, mais do que entendi, que todo esse Amor não vinha de mim. Quando digo: “eu amo você”, existe um “eu” antes do “amo”. E o meu “eu” realmente é muito pequeno em seu amor. Você já percebeu que, todas as vezes em que dizemos que amamos alguém, vem sempre a palavra “porque” que, mesmo que não for dita, está embutida naquilo que sentimos? Sempre dizemos: “amo o fulano, porque…”. E, se tem um “porquê” para o meu amor, significa que não é amor, pois há uma condição para que ele aconteça.

Mas, esse Amor que se manifesta e parece ter vida própria, principalmente quando se manifesta e não conseguimos encontrar uma razão lógica para amarmos tanto, vem de Deus, de nossa Fonte, do Universo, ou seja qual for o nome que você queira dar para isso.

Então, em uma atitude de entrega e humildade, repassei muitas pessoas em minha mente e o pensamento que veio foi: “Deus ama você através de mim.”

E foi maravilhoso saber, em um nível muito profundo, que somos apenas canais que expressam o Amor de Deus ou fazem pedidos de amor. E quando mantemos nossos corações livres de mágoas, ressentimentos e julgamentos, o Amor faz aquilo que lhe é natural: preenche todas as lacunas deixadas pelo medo e nos permite sermos verdadeiros instrumentos do Amor de Deus. E nossa única função aqui é não impedir que o Amor flua e alcance a todos os seres através de nós.

JULIANA KUROKAWA – Treinadora e Facilitadora Certificada Miracle Choice

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